O mercado editorial passa por um período de excessiva valorização da "novidade", tanto por parte das editoras quanto das livrarias. Mas, afinal, o que é a "novidade"? É o livro que foi lançado ontem ou o será amanhã, ou é o livro que ainda não foi lido/comprado pelo leitor/cliente? A resposta a esta pergunta simples, muito provavelmente, revelará as características principais do acervo de uma livraria e o seu posicionamento no mercado.

A Zahar, que lança entre 60 e 70 novos títulos/ano tem, como uma de suas características
principais, a preocupação em publicar livros que possam interessar aos leitores de hoje e aos que estão por vir. Livros que possam continuar a ser vendidos 20 ou mais anos após seu lançamento. Um exemplo? No site da editora, na lista de mais vendidos, um dos títulos que todo mês está entre os 10+ é Cultura um conceito antropológico. Ano de lançamento: 1986

É claro que existem no mercado inúmeras outras editoras que também têm essa preocupação em ter um catálogo que resista ao tempo. Sendo assim, a cada ano que passa, mais e mais títulos estão "vivos" nos catálogos das editoras para serem oferecidos aos leitores. A ordem de grandeza é algo em torno de 40 mil novos títulos/ano. Mas existe espaço físico disponível nas livrarias para todos eles? Se não, como deve ser feita a seleção? Quais critérios? Por favor, aguardem um próximo post.
P.S. Já ouviram falar em cauda longa?
2 comentários:
Ola Jaime,
Li, após sua recomendação - aliás sempre pertinentes - cauda longa. O Blog é um belo exemplo de aproximação em um mercado altamente competitivo. Devemos usar canais cada vez mais ricos de comunicação como forma de antevermos novos negócios e atingirmos o grau de excelência daquilo que fazemos.
Abraços,
Humberto Medrado
Livraria Impressões - Petrópolis/RJ
Salve Jaime, bem-vindo à blogsefera. Precisamos mesmo provocar nossos colegas para a discussão sempre focada nas necessidades do dia-a-dia do mercado. Parabens, vou linkar vc.
Abraços
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